Tudo hoje é um turbilhão dentro de mim. De vez em quando tento parar e respirar. Tento sentir a paz interna que conquistei e consigo acalmar-me e levar o meu barco a bom porto. Hoje não foi assim, quando mais me tento acalmar e dizer-me que não há motivos para recear mais esse sentimento se intensifica. Não sei o que esperar da vida que tenho. Tenho receios de não saber o que fazer, de não me sentir à altura deste passo tão importante. Por outro lado, não desejo que esta etapa chegue ao final, não quero ter que me despedir de uma vida que sinto, cada dia mais, como não sendo a minha. O meu regresso foi também um não-regresso, onde me tentei agarrar a tudo o que me agarrava antes e não resultou. E porquê? Porque eu mudei, não sou mais a Alice no país das maravilhas mas sim a Alice que acordou dos sonhos e percebeu que eles eram apenas a fuga para a realidade dolorosa que vivera. Tem dias que esta realidade mata a minha essência totalmente, em que me sinto vazia de mim e de vida. Hoje foi um desses dias, de obrigações em que tenho que esquecer que a vida lá fora está a avançar e eu tenho que me parar em frente às minhas obrigações. Tenho saudades do tempo em que as responsabilidades não pesavam duzentos quilos. Em que esta etapa nova e desafiante não estava tão perto, em que o luto do que já fui chegaria. Tenho um turbilhão dentro de mim, um turbilhão de eu's, um turbilhão de esperanças mas também de medos, de inseguranças de não querer entrar no Mar e deixar-me fluir.
Só queria conseguir ser melhor, ser mais, conseguir chegar a todo o lado, ultrapassar tudo, arrumar o que ainda não for arrumado. Tento aceitar todos os pequenos "infernos" que a vida me atira gentilmente para a frente do caminho mas há dias em que apetece bater o pé e ficar no mesmo sitio. Há dias em que não sei ser, não sei não pensar, não sei me deixar levar...
Talvez amanha venham boas novidades!Talvez.
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Turbilhão
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Mrs. Birdishere,
ResponderEliminarTens mesmo um dom para a escrita e para expressares a forma como te sentes. É por isso que gosto tanto de te ler! Quanto aos turbilhões, há dias assim, em que olhamos pela janela e ansiamos estar lá fora a concretizar os nossos sonhos e a seguir os nossos interesses em vez de estarmos presas a obrigações que nos sugam a alegria. Nesses dias, não faz mal ficar triste, confusa e até amaldiçoar as responsabilidades que nos pesam. Às vezes é preciso para depois poderes respirar fundo e ter mais força para enfrentar o dia a dia. A seu tempo, os medos e as inseguranças desaparecem, à medida que conquistas mais um objectivos e arrumas mais uns episódios da vida na gaveta das recordações.
Muita força!!